Horóscopo Planetário
Trace os seus ciclos
A data basta para seis dos sete astros. A hora entra na Lua, que anda meio grau por hora: sem ela, o app usa o meio-dia e avisa a margem. A cidade converte a hora para o tempo universal e decide se o nascimento foi diurno ou noturno, o que a camada das Firdaria precisa.
O seu céu em movimento
A leitura do dia
A leitura completa, montada pelo motor do Horóscopo Planetário: a fotografia do dia, o mapa natal, as doze casas com um conselho cada, a síntese numa frase e o calendário. As casas pedem hora e cidade de nascimento.
A leitura por casas
Os marcos do período visível
As convergências da sua vida
Semestres em que dois ou três dos relógios lentos (Saturno, Júpiter e Lua progressa) chegam juntos a um ponto cardeal: retorno, quadratura ou oposição. São os anos em que a vida costuma mudar de andar.
Como funciona
O biorritmo desenha três ondas que correm desde o nascimento com períodos fixos de 23, 28 e 33 dias. Este horóscopo faz o mesmo gesto com o céu de verdade: sete ondas, uma por astro clássico, calculadas por efemérides, do dia em que você nasceu até os 96 anos. É o horóscopo dos horóscopos: cada um dos sete irmãos desta série (Ocidental, Lunar, Mercuriano, Venusiano, Marciano, Joviano e Saturnino) estuda um astro; aqui os sete aparecem juntos numa linha do tempo só.
O que cada onda mede. No instante do nascimento, cada astro está num grau do zodíaco. Depois ele caminha, dá a volta e retorna. A onda mostra em que ponto dessa volta ele está: a crista é o retorno ao grau natal (a conjunção), o vale é a oposição a esse grau, e as passagens pela linha do meio são as quadraturas, crescente e minguante. Em números: a altura da onda é o cosseno da distância angular entre o astro de hoje e o astro do nascimento. Por isso as sete ondas nascem juntas na crista e, dali, cada uma se desdobra no seu ritmo: o Sol em um ano, Marte em cerca de dois, Júpiter em doze, Saturno em vinte e nove e meio.
Por que efemérides, e não períodos ideais. Os 88 dias de Mercúrio e os 225 de Vênus são períodos heliocêntricos; vistos da Terra, os dois oscilam em torno do Sol e só voltam ao grau natal mais ou menos uma vez por ano, com idas e vindas retrógradas. Marte volta em cerca de dois anos, mas o intervalo varia conforme a laçada retrógrada; Saturno costuma fazer o retorno em três passagens, e Júpiter muitas vezes. Uma senoide de período fixo erraria tudo isso. Aqui as posições vêm da mesma tabela de efemérides do app do Mapa Astral, estendida de 1900 a 2130 (Swiss Ephemeris, posições aparentes), e as datas dos marcos são procuradas no céu real.
A leitura das fases. Cada volta tem quatro pontos cardeais e oito fases, as mesmas que Rudhyar descreveu para a lunação e Ruperti aplicou a todos os ciclos planetários em Cycles of Becoming. A metade que desce da crista ao vale é de construção: impulso, forma, expansão. A metade que sobe do vale à crista é de assimilação: significado, partilha, poda e semente. O retorno é a fase Nova; a quadratura crescente é a crise de ação; a oposição é a fase Plena, de culminação e confronto; a quadratura minguante é a crise de consciência; a fase Balsâmica é o recolhimento antes do novo começo. Crista e vale não são "bom" e "ruim": a oposição é plenitude, não baixa.
A Lua, duas vezes. A Lua de trânsito dá a volta em 27 dias; numa vida inteira seriam mil e trezentas ondas, um borrão. Por isso há dois botões. Lua progressa é a técnica das progressões secundárias, em que cada dia após o nascimento vale um ano de vida, e a Lua passa a dar a volta em 27,3 anos: é o relógio lunar que a tradição usa na escala da vida, com retornos por volta dos 27, 55 e 82 anos, e é a Lua que faz sentido no zoom Vida. Lua é a Lua de verdade, com as suas 13 ondas por ano, legível nos zooms Ano, Mês e Data; no zoom Vida ela vira uma faixa fina. Os cinco zooms (Data, Mês, Ano, Década e Vida) são a mesma linha do tempo em cinco escalas: três dias com a data no meio, trinta dias, um ano, dez anos e a vida inteira. Uma distinção importante: a fase "Nova" da onda da Lua é o retorno da Lua ao seu grau natal (o retorno lunar, a cada 27,3 dias), e não a Lua Nova do calendário, que é a conjunção da Lua com o Sol (a cada 29,5 dias). O cartão da Lua mostra as duas: a fase do ciclo de retorno e, embaixo, a fase do calendário.
Retrogradações e passagens triplas. Quando o astro anda para trás, a onda fica tracejada. Se a laçada retrógrada passa sobre um marco, ele vem em três passagens: a primeira abre o tema, a segunda (retrógrada) o revisa, a terceira o confirma. A tabela dos marcos mostra as três.
As outras duas réguas. Ao fundo do gráfico correm as idades de Ptolomeu (Tetrabiblos IV, 10): Lua até os 4 anos, Mercúrio até os 14, Vênus até os 22, Sol até os 41, Marte até os 56, Júpiter até os 68 e Saturno daí em diante. É uma filosofia da vida em sete estações, igual para todos. A camada Firdaria (opcional) mostra o sistema persa de regentes dos períodos: Sol 10 anos, Vênus 8, Mercúrio 13, Lua 9, Saturno 11, Júpiter 12, Marte 7, Nodo Norte 3 e Nodo Sul 2, somando 75 e recomeçando. Quem nasce de dia começa pelo Sol; quem nasce de noite começa pela Lua (adotamos a ordem de Bonatti, com os nodos depois de Marte). Cada período planetário se divide em sete subperíodos (os dos nodos não se dividem). As idades de Ptolomeu não dependem de nada; as Firdaria dependem só de o nascimento ser diurno ou noturno; as ondas dependem do céu inteiro do seu nascimento.
Convergências e Maré da Vida. As convergências marcam os semestres em que dois ou três dos relógios lentos (Saturno, Júpiter e Lua progressa) chegam juntos a um ponto cardeal; é o que o astrólogo lê de fato quando fala, por exemplo, da oposição de Saturno e da oposição da Lua progressa por volta dos 14 anos, ou da passagem dos 27 aos 30, em que o retorno da Lua progressa e o retorno de Saturno se sucedem (esse par, com dois anos de distância, não cabe num semestre e por isso não entra na lista; a lista guarda só as coincidências estreitas). A Maré da Vida é uma camada opcional, síntese nossa e não tradição: a média das três ondas lentas, desenhada como uma área suave. Saturno (29,5 anos) e Lua progressa (27,3) nascem juntos e vão se separando aos poucos, e a maré resultante tem cristas por volta dos 0, 25, 59 e 83 anos e vales por volta dos 17, 42, 66 e 76. Não somamos as sete ondas: os três astros anuais (Sol, Mercúrio e Vênus) esmagariam os lentos e a soma só diria "é seu aniversário".
O que entra e o que não entra. Entram os sete astros clássicos, visíveis a olho nu. Urano, Netuno e Plutão ficam de fora por escolha. A data de nascimento basta para seis astros; a hora muda a Lua natal (meio grau por hora) e, com ela, a Lua progressa (cerca de meio mês de vida por hora de erro). Sem hora, o app usa o meio-dia e avisa. Nascimentos de 1900 a 2035; o gráfico vai até os 96 anos ou até o fim das efemérides (2130).
Para o céu inteiro do nascimento - planetas, casas e aspectos - use o app do Mapa Astral. Para cada astro em separado, os sete horóscopos da série.